Serial Killers: Anatomia do Mal - Harold Schechter | Padronizado


Serial Killers: Anatomia do Mal - Harold Schechter

Serial Killers: Anatomia do Mal - Harold Schechter


Entre na mente dos psicopatas

                 Grande estreia da editora Darkside Books (primeira editora brasileira inteiramente dedicada à fantasia e ao terror!), Serial Killers: Anatomia do mal - O dossiê definitivo sobre assassinos em série, é o livro ideal para aqueles que adoram investigação, crimes escandalosos e histórias de dar arrepios.
                O objetivo geral do livro é fornecer aos leitores as informações mais precisas sobre o tema serial killers; a forma como pensam; agem; os padrões que apresentam e suas cruéis formas de matar.
                Já na sinopse, são apresentadas perguntas que são questionadas por todos que querem entender qual seria o motivo de seres humanos como seus vizinhos, primos distantes, filhos ou outros como você, capazes de atos tão abomináveis. "O que faz gente aparentemente normal começar a matar e não parar mais? O que os move – e o que pode detê-los e o que pode deter – Como explicar a compulsão por  matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria?"  
                O livro, de forma bem organizada, é separado em tópicos, ilustrações, relatos e declarações de policiais dos criminosos e comparações, tais como: a diferença da forma de perpetrar suas ações no caso de assassinos em série femininos e masculinos, galerias, destaques, estudos de casos que se mostram mais como comprovação dos dados afirmados por Schechter e entre outros.
                Eis aqui alguns trechos desta obra:

Dez traços característicos de Serial Killers:
Na décima reunião do encontro trienal da Associação Internacional de Ciências Forenses realizada em Oxford, na Inglaterra, em setembro de 1984, Robert Ressler e John Douglas, da Unidade de Ciência Comportamental do FBI, juntamente com os professores Ann W. Burgess e Ralph D’Agostino, apresentaram um trabalho seminal sobre o homicídio em série, baseado no estudo de 36 criminosos encarcerados, incluindo Edmund Kemper e Herbert Mullin. Em sua apresentação, eles listaram os seguintes traços como “características gerais” desses assassinos:

           01.   A maioria é composta de homens brancos solteiros.
           02.   Tendem a ser inteligentes, com QI médio de “superdotados”.
           03.   Apesar da inteligência, eles têm fraco desempenho escolar, histórico de empregos      irregulares e acabam se tornando trabalhadores não qualificados.
           04.   Vêm de um ambiente familiar conturbado ao extremo. Normalmente foram abandonados quando pequenos por seus pais e cresceram em lares desfeitos e desfuncionais dominados por suas mães.
           05.   Há um longo histórico de problemas psiquiátricos, comportamento criminoso e alcoolismo em suas famílias.
           06.   Enquanto crianças, sofrem desconsideráveis abusos - às vezes físicos, muitas vezes sexuais. Os brutais maus-tratos incutem profundos sentimentos de humilhação e impotência neles.
           07.   Devido a ressentimentos em relação a pais distantes, ausentes ou abusivos, possuem dificuldade de lidar com figuras de autoridade masculinas. Dominados por suas mães, nutrem por ela uma forte hostilidade.
           08.   Manifestam problemas mentais em uma idade  precoce e muitas vezes são internados em instituições psiquiátricas quando crianças.
           09.   Extremo isolamento social e ódio generalizado pelo mundo e por todos (incluindo eles mesmos), costumam ter tendência suicida na juventude.
           10.   Demonstram interesse precoce e duradouro pela sexualidade degenerada e são obcecados por fetichismo, voyeurismo e pornografia violenta.

 Mary Bell “Semente do mal”

Sinais de perigo
A psicanálise se baseia na crença de que é possível explicar os distúrbios comportamentais de um adulto identificando as causas em suas experiências na infância. Mas como o próprio Freud admitiu, é impossível fazer o inverso, ou seja, analisar as experiências de uma criança e prever exatamente como ela se comportará quando adulta.

Isso certamente se mostra válido no caso dos serial killers. Se analisarmos a vida de, digamos, Peter Kurten, que cresceu em um ambiente familiar em que o incesto era corriqueiro e que foi desde cedo introduzido nas alegrias da tortura animal e da bestialidade, parece inevitável que ele acabasse se tornando um sádico assassino sexual. Por outro lado, se tomarmos outra criança que tenha sido criada por pais perturbados, até mesmo degenerados, não podemos dizer com certeza se ela se tornará um psicopata homicida.
   
          Urinar na cama: Não há nada de extraordinário ou alarmante em relação a tal fenômeno por si só, muito comum entre crianças pequenas. Quando o problema persiste durante a puberdade, no entanto, pode ser um sinal de um distúrbio emocional significativo e até mesmo perigoso. De acordo com as descobertas da Unidade de Ciência Comportamental do FBI, um total de 60% de assassinos sexuais ainda sofria desse distúrbio quando adolescentes – como o serial killer afro-americano Alton Coleman, que molhava as calças com tanto frequência que recebeu o depreciativo apelido de “Mijão”.

     Atos Incendiários: Dado seu instinto destrutivo, não é surpresa que, entre outros prazeres distorcidos, muitos assassinos em série adorem provocar incêndios, uma prática que muitas vezes começa ainda na infância. Alguns dos mais notórios assassinos em série dos tempos modernos foram incendiários juvenis. Ottis Toole, por exemplo – o abominável cúmplice de Henry Lee Lucas -, começou a incendiar casas abandonadas quando tinha seis anos. Carl Panzram – possivelmente o mais incorrigível assassino nos anais da da criminologia norte-americana – orgulhava-se dos estragos que podia causar com um palito de fósforo, gabando-se de ter (em suas memórias de cadeia), com apenas 12 anos, causado um prejuízo de cem mil dólares ao incendiar um edifício no reformatório. Lançar bombas incendiárias em lojas e incinerar edifícios são, evidentemente , uma intensa expressão patológica de raiva e agressividade. Mas há mais que mera perversidade por trás dos crimes incendiários dos serial killers. De acordo com especialistas na psicologia da perversão, há sempre um motivo erótico na raiz do comportamento piromaníaco. “Não há senão um instinto responsável por gerar o impulso incendiário”, escreve Wilhelm Stekel em sua clássica obra sobre comportamento aberrante. “E esse instinto é o sexual, tento o ato incendiário claros pontos de ligação com o sexo.” 

Oh, que êxtase atear fogo traz ao meu corpo! Que poder sinto ao pensar no fogo [...] Ah, que prazer, que prazer celestial! Vejo as chamas e o fogo já não é mais um devaneio. É a realidade do céu na Terra! Amo a empolgação do poder que o fogo me dá [...] A imagem mental é melhor que o sexo! - Joseph Kallinger                               


Tortura de Animais: o sadismo infantil dirigido às formas de vida inferiores não é nenhuma novidade. Sempre existiram crianças e adolescentes (geralmente do sexo masculino) que gostam de ferir criaturas indefesas. Shakespeare certamente sabia sobre tais coisas. Em Rei Lear (1605), o dramaturgo escreve sobre "meninos travessos", que arrancam as asas de moscas por "esporte". E em As Aventuras de Huckleberry Finn (1884), de Mark Twain, o herói vê-se em uma cidadezinha na qual um bando de jovens vagabundos se entretém amarrando uma frigideira no rabo de um vira-lata para vê-lo "se matar de tanto correr". Mas por mais perturbador que seja tal comportamento não é nada comparado às crueldades perpetradas por assassinos em série em desenvolvimento. 

Encontrei um cachorro e resolvi abri-lo com uma faca só para ver como era por dentro e por algum motivo achei que seria uma brincadeira divertida enfiar a cabeça dele em uma estaca e deixar à mostra na floresta. Jeffrey Dahmer


"De todas as criaturas já feitas, o homem é a mais detestável. De toda a criação, ele é o único, o único que possui malícia. São os mais básicos de todos os instintos, paixões e vícios – os mais detestáveis. Ela é a única criatura que causa dor por esporte, com consciência de que isso é dor." – Mark Twain

Postado por: Giulia Duarte.

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